O Tosquiador de ovelhas é uma profissão que está a desaparecer.
Foi bastante complicado de encontrar alguém que o fizesse. Tosquiar à tesoura, como se fazia antigamente, já não há. As pessoas que ainda sabem já têm uma certa idade e não conseguem estar confortáveis a tosquiar uma ovelha, o que pode ainda levar cerca de meia hora.
Recorremos ao Sr. Vinagre, dos Casais de Revelhos, Abrantes. Não faz dsa tosquia a sua profissão, só nos tempos livres.
O "nosso" partor levou três ovelhas até à Escola Sec. Maria Judite Serrão Andrade e todos os alunos do 1º Ciclo assitiram à tosquia.
Teve de ser com a máquina, mas ficamos a perceber como se faz.
Preparou o local e lá começou a tosquiar a primeira ovelha. Foi bastante rápido, cerca de 15 minutos. O Sr. Vinagre demorou mais algum tempo, para que as crianças pudessem observar todos os pormenores.
Os nossos agradecimentos ao Sr. Vinagre pela sua disponibilidade e ao Agostinho também, claro.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Profissão dos Nossos Avós - Artesã - Leques do Sardoal
No dia 22 de Fevereiro foi dia da Turma E do 1º Ciclo de Sardoal assistir à actividade da Profissão dos Nossos Avós. Desta vez tivemos a artesã Célia Belém, para nos ensinar a história dos Leques de Sardoal.
Foi muito interessante e muito gira!
A Célia vinha acompanhada de uma personagem que iria contar a história, o Ti Joaquim, um homem da banda filarmónica, ou seja, um fantoche.
Quando ele era novo conheceu a Tia Rita, uma senhora que vivia nos Andreus. Essa senhora gostava de ir para o campo apanhar ervas e secá-las. Sim, porque naquela altura aproveitavam tudo para usar, nada era deitado fora. Por isso, a D. Rita foi falar com uma costureira para que esta lhe desse os restos de tecidos. E tudo para quê? Para fazer leques.
Os leques eram feitos com palhinhas, tecidos para enfeitar e linhas....só isto. Até dava para lavar, assim ficava mais forte. Não dá mais ventos, como uma das crianças disse.
Era uma forma de ficar mais fresco no verão.
Os leques são o artesanato mais característico do nosso concelho, com mais de 100 anos. Graças à Célia, a nossa tradição não ficou esquecida, porque uma pessoa nova reavivou os leques de palha. Já a alguns anos, mais de vinte, que os leques tinham ficado "esquecidos", mas agora a Célia consegue levar a todo o país a nossa tradição.
Depois, fizeram uma vassoura.
Muito simples, basta ter um pau pequeno, um bocadinho de ráfia curto e um fio de ráfia. O pau é colocado no meio da ráfia, depois dão-se voltas com o fio e ata-se. E a vassorinha está pronta.
Muito simples, basta ter um pau pequeno, um bocadinho de ráfia curto e um fio de ráfia. O pau é colocado no meio da ráfia, depois dão-se voltas com o fio e ata-se. E a vassorinha está pronta.
No final, todos sairam muito satisfeitos, com as vassouras e a saber na ponta da língua a história dos leques.
O nosso muito obrigado Célia!
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Profissão dos Nossos Avós - Pastor
No dia 9 de Fevereiro a turma B do 1º Ciclo de Sardoal foram conhecer uma profissão do tempo dos avós deles: Pastor.
Como se tratava de uma profissão complicada de levar à Biblioteca e perdia metade do sentido, fomos até ao campo ter com o Agostinho Esperto, o pastor.
Pelo caminho passámos pela Fonte Velha, que tem uma lenda, diz-se que tem dois potes, um com outro e outro com peste. Quem os encontrar não sabe o qual vai abrir...se abrir o da peste, ficamos todos doentes, mas se for o do ouro, fica rico.
Como é uma das mais antigas fontes, ainda se nota o sítio onde as pessoas pousavam os cântaros para levar a água.
Depois passámos pelo sobreiro do D. Maria, um grande sobreiro, muito antigo e classificado.
E lá fomos andando até que encontrámos o Agostinho e a sua irmã, acompanhados pelos cães e cerca de 275 cabeças, ovelhas, cabras e filhotes.
Primeiro tivemos contractos com os filhotes, borregos pequenos, o primeiro com três dias de vida.
Se no início estavam um bocadinho envergonhados, alguns minutos depois já andavam a correr atrás das cabras e das ovelhas, a tentar fazer-lhes festas; mas elas fugiam. Já pareciam pastores.
Depois, o Agostinho foi buscar uma cabra para aprendermos a ordenhar, ou seja, a tirar o leite. Trouxe-nos a Castanha, uma cabra que no ínico estava com um bocadinho de medo. Mas o Agostinho logo disse, que nenhum daqueles animais era perigoso nem marrava, mesmo aqueles que tinham cornos, porque tem os sobrinhos pequenos e claro que animais desses não podia ter.
As crianças em pouco tempo já estavam a tirar o leite! Todos queriam experimentar.
Entretanto, lá iam aparecendo com mais animais ao colo, pequeninos e muito sossegados.
Reparamos que algumas ovelhas tinham a lã maior que outros, o Agostinho explicou que era por serem de raças diferentes. A raça da Serra da Estrela é maior, protege mais da chuva.
Havia de muita cores, brancas, castanhas, malhadas, pretas...
Quando uns dos borregos era libertado, corria logo para a mãe e na direccção certa, faziam "méé" e logo encontrava. E porque? Porque quando nascem a mãe lambe o filhote e fica a conhecer o cheiro dele e a cria, o da mãe.
A animação era muita, andavam já a correr atrás dos animais, a tentarem apanhar algum, mas eles fugiam. Os cães é que não percebiam muito o que se estava a passar, mas estavam sossegados em vigilância, só reagiam com a ordem dada pelo Agostinho. É impressinante como eles entendem cada assobio e cada ordem verbal e fazem exactamente aquilo que lhes pedem.
Depois apareceu a senhora com um borrego que mais parecia a Ovelha Choné, preta, mesmo preta e com algumas partes brancas. Todos queriam pegar ao colo.
Mas antes de irmos embora tivémos uma grande surpresa!
Uma das cabras estava quase a dar à luz! Seria um momento único para todos!
O Agostinho foi ver como estava a decorrer o parto, se estava quase ou não, afinal estava quase quase. Lá fomos atrás dele para perto do local onde estava a cabra. Não podíamos fazer barulho, a cabra não podia ficar nervosa. Esperámos uns minutos e lá começámos a ver a cabeça do cabrito e depois o resto do corpo. Mal chegou ao chão "chourou" e a mãe começou a limpá-lo. Este era o primeiro cabrito, porque a cabra tinha mais um para nascer. Mas infelizmente o tempo voou e nós tivemos de vir embora.
No final, agradecemos ao Agostinho e à sua irmã. Foi uma forma bem diferente de vermos uma profissão.
Se tivesse sido na Biblioteca, estávamos confinados a um local, assim, fomos memso ao espeço onde andava o pastor, desta forma, foi muito mais realista.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Profissão dos Nossos Avós : Fotógrafo
No dia 23 de Novembro fizémos uma viagem no tempo e fomos a uma Profissão dos Nossos Avós, ao Fotógrafo, com a turma E do 1º Ciclo de Sardoal.
O fotógrafo convidado foi o Paulo Sousa, nosso colega, mas com uma vasta carreira na fotografia.
Começou por volta dos vinte anos, numa acção de formação, a qual incluía um módulo de fotografia. Os primeiros trabalhos dele foram nessa referida acção de formação, os quais foram de imediato usados pelos concelhos do Ribatejo, como bons trabalhos de fotografia. E o bichinho ficou e foi crescendo.
A fotografia ainda era na "era" do rolo fotográfico e da revelação; ao contrário de agora, que as fotografias guardam-se num cartão de memória e a revelação só agora é que vai ganhando alguma força, mas também de forma diferente.
Os produtos químicos usados na revelação eram altamente poluentes, mas nunca se pensou muito sobre o assunto.
As revelações tinham de ser numa divisão completamente escura, onde o rolo era tirado e colocado dentro de um tubo, onde se colocavam três tipos de líquidos: um para corroer a película nas zonas escuras e claras, dando as formas ao fotografado; um segundo para lavar e outro para ficar.
Só depois as luzes podiam acender-se.
A película passava por uma espécie de projector, que ia projectar no papel a imagem e depois é que aparecia a fotografia como nós a conhecemos.
Em média uma boa fotografia tirada por um bom fotógrafo tem uma duração média de 100 a 150 anos.
Por isso é que nos leilões de fotografias, elas são caras. Os fotógrafos estão a vender uma fotografia, mas também tempo, o tempo que durará a fotografia. (Paulo Sousa)
E como "aparece" a fotografia?... Essa foi a parte mais prática da actividade.
A Sala Infantil passou a ser uma máquina fotográfica, nós estávamos dentro de uma máquina fotográfica e íamos assistir ao processo.
A porta que dá acesso ao exterior foi coberta com cartolina preta, ao centro foi feito um buraco na cartolina e coberto com película de alumínio, que por sua vez foi feito um orifício e a sala ficou completamente escurecida. Estávamos dentro de uma máquina!
O Paulo Sousa segurava numa folha de papel de engenheiro (vegetal) em frente desse orifício, a uma pequena distância; as luzes estavam apagadas e nós víamos um reflexo nesse papel, daquilo que estava no lado de fora. O exterior estava reflecido nessa folha, invertido, ou seja, aquilo que aparecia estava de cabeça para baixo. Era a nossa fotografia! E assim ficámos a saber como ela aparecia!
O que é preciso para fazer fotografia? Luz.
Esta é a parte essencial para qualquer fotografia.
Esta é a parte essencial para qualquer fotografia.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Actividade com 1º Ciclo de Panascos
No dia 19 de Maio o 1º Ciclo de Panascos, Alcaravela, veio à Biblioteca aprender o que é ser Apicultor, na actividade a Profissão dos Nosso Avós.
Quem veio explicar foi o nosso colega Paulo Casola Pedro, que por coincidência, é pai de uma das meninas desta turma.
As abelhas são um dos animais mais preciosos para o nosso ecossistema mundial. Sim, estes pequenos seres são uns dos responsáveis pela polinização das plantas, e sem as abelhas, não haveria flores nem frutos.
Qualquer colmeia tem como chefe uma abelha-mestra, é ela que gere as crias, com ajuda dos zângãos, os machos. Este são umas abelhas que só servem para reprodução e para comer, por isso quando deixam de fazer falta, são expulsos da colmeia.
São enxames muito bem organizados, desde a mestra até às obreiras e às que tratam da segurança, as que ficam na "porta" de entrada, na placa de aterragem. Elas expulsam os inimigos, reconhecendo o cheiro, sejam outras abelhas ou outros animais. Sim, reconhecem pelo cheiro, pois as de mesma colmeia, têm cheiro igual.
Produzem uma espécie de cola para "colar" os inimigos e para protegerem o interior.
Cada colmeia é constituída por alças, onde são colocadas as placas com os favos de cera. A placa é comprada e colada à estrutura de madeira, aquecendo a cera, ou derretendo-a. A zona inferior da colmeia é reservada às abelhas, onde elas produzem o mel para seu alimento e têm a sua prole. cada abelha mestra pode gerar milhares de abelhas e a sua vida é de cerca de 4 anos. Já as outras abelhas são cerca de 16 dias. Algumas colmeias chegam a ter 80 mil abelhas!!! Por isso têm de ter mais pisos.
Os restantes andares são para o apicultor, é daí que retira o mel.
A abelha-mestra destaca-se das outras, tem o abdómen maior. É ela quem manda na colmeia. Quando há excesso de abelhas, o enxame sai e forma outra família.
A mestra tem um "ninho" diferente, enquanto as outras abelhas crescem dentro dos favos, a abelha-mestra cresce na vertical, num casulo diferente.
O Paulo já apanhou cerca de 20 enxames este ano. E como faz? É uma parte engraçada, imaginem que está um numa árvore, basta por uma peça de roupa lá, que elas sabem que vão ter casa nova e esperam que ele chegue com uma colmeia. "Bate" o exame para dentro de uma. Aqui já tem de ser duas pessoas, uma segura na colmeia e a outra bate com um pau e assobia. Pois...afinal elas gostam do assobio e entram.
Estas fugas são chamadas de enxemeação.
Para se aproximarem têm de ir devidamente protegidos, com fato próprio, luvas, dois pares de calças de ganga, botas altas e o fumigador, um instrumento que faz fumo, para ficarem mais calmas.
Nesta zona as abelhas gostam de rosmaninho, eucalipto e urze para produzirem o mel. Este é tirado depois de S. João. Apesar deste ano estar atrasado, pois com a chuva as flores floriram tarde. Cada alça dá cerca de um litro de mel. Por vezes, voam cerca de 7km para conseguir encontrar as flores pretendidas.
No inverno, o apicultor tem de alimentar as abelhas, sim! Dá-lhes uma pasta sólida e doce, à base pólen em grão. Na altura da primavera, é mais líquida e até pode dar mel.
Para retirar o mel, actualmente usa-se uma máquina centrifugadora, onde são introduzidos os quadros, previamente retirada a primeira camada da protecção que elas fazem, e estes giram lá dentro e o mel escorre.
O mel de cortiços, que são as antigas colmeias feitas de cortiça, que ainda são usadas; o mel tem de ser espremido.
Tal como nós, as abelhas podem ficar doentes, assim, existe no mercado umas placas com medicamento. Não é que para elas fosse prejudicial, mas podia contaminar o mel que nós comemos.
São dos animais mais asseados, quando entram numa nova colmeia a primeira coisa que fazem é limpar a casa!
As abelhas que existem em Portugal são chamadas de Europeias, só atacam quando se sentem ameaçadas. Estas, ao contrário das vespas por exemplo, quando espetam o ferrão morrem.
O nosso convidado, o Paulo, já chegou a ir ao hospital.... numa noite foi apanhar um enxame e pensou que por ser de noite elas estariam mais calmas, enganou-se, a única diferença é que não voam, percorrem o corpo. Tinha cerca de 8 picadas na zona da cara....quase ficou sem respirar.
O mel tem o sabor da zona onde as abelhas fazem o mel, se há muito rosmaninho, sabe a rosmaninho; se tem muito eucalipto, sabe a eucalipto, etc.
É considerado medicinal, além de não levar qualquer aditivo, é completamente natural, tem propriedades que ajuda a prevenir doenças e a curar outras.
Já as abelhas também são consideradas medicinais para certos tipos de doenças, como o reumatismo, há pessoas que fazem tratamento com picadelas de abelhas e melhoram mesmo.
A geleia real também é procurada para a cosmética, é a geleia onde a abelha-mestra se cria. Também é com a ajuda da mesma geleia que fazem abelhas-mestras.
No final deliciaram-se com um bocadinho de mel.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Profissão dos Nossos Avós - Ferreiro
No dia 11 de Maio tivemos a visita do Sr. João Gomes, um dos poucos ferreiros, se não o único, do nosso concelho.
O 1º Ciclo de Valhascos veio então saber mais coisas sobre a Profissão dos Nossos Avós.
Ficamos a saber que o Sr. João aprendeu esta profissão em Santarém, quando tinha 13 anos; com outros rapazes.
Com a ajuda de alguns funcionários da Câmara, trouxeram da sua oficina a forja e uma bigorna, esta é muito pesada!
A forja ainda esteve um bocadinho a aquecer o carvão, e para isso era preciso dar à manivela. Antigamente era de fole, mas agora é mais moderna. O ferro ia aquecendo, para que depois pudesse passar para a bigorna, e com a marreta bater com força, de maneira a pressionar o ferro a adquirir a forma pretendida, fosse um escopro ou uma cunha. Quando o ferro ficava como queria, o Sr. João punha dentro de um balde para que arrefecesse e ficasse rijo. E desta forma, ficava pronto.
Trazia exemplos de outras ferramentas que também faz, como ferraduras, enxadas, enxadões, etc.
Para aproximar ainda mais as crianças desta profissão, o Sr. Gomes deixou-as mexer na forja. Assim, tiveram a dar à manivela para alimentar o carvão, para que este aquecesse o ferro. Todos quiseram experimentar, o pior foi as fagulhas... Quando davam muita velocidade, parecia fogo de artifício.
Foi uma animação!
Depois também experimentaram bater no ferro na bigorna, com a marreta, mas era pesada, assim batiam com um martelo. Para mostrar como dantes se fazia quando as peças eram grandes, batiam dois a dois, uma das crianças de um lado e o Sr. João do outro. Até a professora experimentou!
Alguns dos meninos ficaram de tal forma entusiasmados, que já diziam que queiram ser ferreiros. E alguns tinham bastante jeito e força, segundo a opinião do Sr. João.
A intenção é mostrar às crianças profissões de outros tempos, a maioria em extinção, com poucas pessoas a exercer e sem seguidores. São profissões que dão pouco dinheiro, no caso do ferreiro, muitas das coisas são compradas nas lojas e já não mandam fazer. Por isso, o Sr. João faz de tudo, desde um simples escopro a uma cama de ferro. Por isso, já sabem, se precisarem de alguma coisa para a horta, construção ou para casa, peçam ao Sr. João para fazer.
No final, além de terem ficado com algumas noções da profissão, ficaram contentes, pois experimentaram mesmo, pior foi terminar...não queriam ir embora.
Pela nossa parte, agradecemos ao Sr. João Gomes, pela sua amabilidade e disponibilidade.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Profissão dos Nossos Avós - Barbeiro
No dia 16 de Abril recebemos a turma F do 1º Ciclo de Sardoal, acompanhados pela professora Benedita, para a actividade a Profissão dos Nossos Avós.
Mais uma vez ficamos a conhecer uma profissão em vias de extinção: o barbeiro!
Como temos o privilégio de sermos quase vizinhos de uma barbearia, em vez da actividade ser na Biblioteca fomos mesmo até lá!
O mais curioso é que na altura em que lá chegamos, o Sr. Manuel Victor, o barbeiro, estava a atender um senhor. Melhor era impossível.
Assim, ficamos a saber que o Sr. Manuel Victor é barbeiro desde 1950, ou seja, faz este ano 60 anos! Ele tem 83 anos, mas não parece nada!
Aprendeu numa barbearia em Abrantes, durante cinco meses. Nesse tempo ia de bicicleta, não havia outra forma rápida e barata. A sua barbearia no Sardoal abriu a 9 de Maio de 1950.
Quase tudo é ainda dessa época, como a cadeira e os bancos.
Quando começou o único dia de descanso era ao Domingo e às vezes trabalhava aos sábados até muito tarde.
Explicou-nos como se corta um cabelo, as várias tesouras que usa, a de corte, de desbaste, as lâminas, as máquinas, pincéis para limpar os cabelos que caem nos ombros...
Ao contrário das cabeleiras, o barbeiro não molha o cabelo para cortar, só quase no final é que molha ligeiramente. É tudo muito preciso. A zona próxima da nuca é tratada com máquina e lâmina, para ficar sem qualquer pêlo. Como a pele fica mais sensível, passa com pó de talco para aliviar e ficar a cheirar bem.
Caso haja algum corte, o Sr. Manuel tem um lápis que estanca o sangue.
O outro senhor foi muito simpático, pois esteve com muita paciência enquanto o Sr. Manuel nos explicava os passos do corte do cabelo.
No final todos andaram um bocadinho na cadeira, para ter a sensação de estar no barbeiro.
Alguns ficaram de voltar para experimentar um corte no Sr. Manuel.
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Sardoal
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Profissões antigas VI - Lojas antigas
Lojas de antigamente
No dia 20 de Janeiro tivemos a visita do Sr. Arnaldo Cardoso, da loja Cardoso & Falcão, uma das poucas lojas ainda resistentes aos avanços da modernidade, já conta com 60 anos de existência.
Mostrou à turma C do 1º Ciclo de Sardoal acompanhados pela professora Margarida, como eram os utensílios de uma loja, trouxe uma balança antiga, ainda daquelas que funcionam a pesos; trouxe também os pesos e explicou que para nós sabermos quanto pesava um pacote de açúcar, tinham de ser colocados no prato oposto pesos até a balança ficar equilibrada. Esses pesos eram anualmente verificados pelo aferidor, eram de forma cilíndrica e hexagonal.
Muito antes dos sacos de plástico as embalagens eram feitas com folhas de papel enroladas em forma de cone. Serviam para quase tudo, açúcar, café, arroz, cereais; depois havia vários tipos de papel consoante o material a ser embalado; por exemplo a manteiga e o queijo era embalado em papel pardo envolto em papel manteiga. Sim, porque os produtos vinham todos em grandes quantidades e só na loja eram divididos em doses consoante a vontade do freguês, eram vendidos a avulso.
As medidas eram feitas de folha de flandres, algumas chegaram a ser feitas aqui no Sardoal; umas para o azeite, outras para cereais.
Trouxe uma antiga faca de cortar o bacalhau, cujo cabo era feito de chifre de boi. Também do mesmo material eram os pentes da altura.
E os tecidos? Vendidos a metro, cortados com tesouras de ponta redonda, que os caixeiros traziam no bolso da bata, do tapa-pó como se chamava, assim não se magoavam. E para medir os tecidos? Pois claro, trouxe um metro de madeira e outro mais moderno de acrílico. Também mostrou outros que se encaixavam de forma a ficaram pequenos, fitas métricas e uma mais pequena para medir o tamanho do pé, do outro lado mostrava o número do calçado correspondente. As crianças acharam muita piada esta fita.
Para exporem as coisas aos clientes tinham mostruários bem engraçados para os lenços, gravatas e para luvas e meias.
Esta loja vendia de tudo, mesmo vidro vindo da Marinha Grande, artigos de cerâmica do Alentejo, recebia um pouco de todo o país.
Agora continua a ser uma loja tradicional, uma espécie de mini centro comercial, onde encontramos de tudo, noutros tempos eram muito mais procurado, pois a oferta era muito menor e estas lojas vendiam um pouco de tudo.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Profissões antigas V - Artesão
No dia 8 de Junho foi a vez do Pré-escolar e 1º Ciclo de Panascos, de Alcaravela. Vieram conhecer a profissão de artesão.
Convidámos o Sr. Álvaro Lamarosa, do Sardoal, artesão que faz cadeiras e bancos de madeira, com tampos em corda e nylon.
O senhor começou por contar um pouco da sua história, de como foi também mestre da música noutros tempos e que só começou a actividade de artesão quando chegou a altura de se reformar.
Explicou como se faz uma cadeira e como é entrelaçado a corda de maneira a ficar perfeita e bonita. Um tampo de uma cadeira demora 2h a fazer!
Depois das explicações, chegou a vez das crianças experimentarem, foi uma animação, uns conseguiram logo à primeira, outros levaram mais um bocadinho. Não é muito simples de fazer.
Sr. Álvaro na demonstração.
As crianças atentas à explicação.
Exemplificação num banco.
Uma das crianças e fazer a malha do banco.
Meninas a porem em prática aquilo que viram.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Profissões antigas IV - Correios
Correios de antigamente
No dia 3 de Dezembro foi a vez do Sr. Miguel Afonso, natural de Valhascos, e para quem não o conhece, foi o antigo Chefe da Estação dos Correios de Sardoal. Veio explicar como era antigamente os Correios, ou os CTT (Correios, Telégrafos e Telefones).
O Sr. Miguel Afonso começou por explicar às crianças do 1º Ciclo de Sardoal onde tinha iniciado a sua profissão, em Lisboa, onde muitas das vezes começava a trabalhar às 5h da manhã! Não havia distinção dos dias da semana, pois todos eles eram dias de trabalho, nem o dia de Natal ou o do Ano Novo!
O correio vinha para a província num vagão de comboio; por cá era distribuído de forma diferente da actual, para Montalegre vinha um senhor de burro, que depois levava o correio e distribuía-o. O burrito ficava preso a uma árvore perto da estação dos Correios, mas um dia o burro fugiu e só muito tempo depois foi encontrado, perto da actual Clínica de Sardoal, na entrada.
Quando chovia era outro desastre, pois as malas eram de cartão e ficava tudo ensopado.
O sr. Miguel Afonso à conversa com as crianças.
As crianças a ouvir as explicações.
E como era a nossa vida antes do telemóvel?! Pois, bem diferente. Para se fazer um telefonema não era de imediato, este tinha de ser pedido a uma telefonista, que horas mais tarde, lá fazia a chamada. A partir das 22h até as 8h não haviam telefones, só o hospital da Santa Casa da Misericórdia podia telefonar para Abrantes. Havia dias de grande engarrafamento de chamas, como no Natal!
E por falar em Natal, todas as cartas para o Pai Natal têm resposta! Dantes até ofereciam pequenas lembranças.
As cartas para os namorados também seguiam por correio, e algumas meninas para os pais não saberem que recebiam essas cartas, pediam ao Sr. Afonso para as guardar até ao domingo, assim no final da missa iam ao Correio buscá-las; sim, trabalhava-se também ao domingo.
Contou que uma vez uma senhora tentou enviar por correio para o Brasil uma figueira….que não pôde ser enviada. Mas dantes quase tudo seguia por correio, desde enchidos, bolos, queijos, roupa, dinheiro, etc.
Assim, os meninos ficaram a saber como eram os dias de antigamente sem telemóvel, sem fim-de-semana e como seguiam as cartas.
O sr. Miguel Afonso à conversa com as crianças.
As crianças a ouvir as explicações.
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Profissões antigas III - a Padeira
A Padeira
No dia 20 de Abril de 2009 foi convidada a Isabel Lavrador, uma jovem padeira na Cooperativa Artelinho, que felizmente aprendeu a arte de fazer pão.
Neste dia, duas turmas do 1º Ciclo de Sardoal aprenderam o processo de fazer pão, desde a simples farinha, a massa, maneiras de separar, instrumentos utilizados, como preparar o forno a lenha, tempo de cozedura, etc. A senhora trouxe pães já feitos, os quais foram aquecidos no microondas do bar do Centro Social dos Funcionários da Câmara, para parecer que tinha acabado de sair do forno. Foi um sucesso, pois eram quase horas de almoço e tantos as crianças como as professoras deliciaram-se com pão quantinho com manteiga.
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Profissões antigas II - A Costureira
A Costureira
No dia 10 de Março de 2009 foi a vez a costeureira, a "Menina" Antonieta. Esta senhora já fez roupa para várias gerações, desde vestidos de noiva, de baptizado, simples blusas, saias, casacos....uma enorme variedades de feitios. Só não faz calças. Eu própria, fui em pequenina com a minha mãe e já lá fui com a minha filha.
Para as crianças vindas de Panascos, Alcaravela, desta vez entre os 3 e os 9 anos, porque era uma sala da Pré-escolar e outra do 1º Ciclo, foi uma amnhã diferente.
Para as crianças vindas de Panascos, Alcaravela, desta vez entre os 3 e os 9 anos, porque era uma sala da Pré-escolar e outra do 1º Ciclo, foi uma amnhã diferente.
Hoje em dia, a maioria de nós vai a uma loja, experimenta e compra na hora uma peça de roupa, mas nem sempre foi assim. Primeiro era preciso tirar as medidas, escolher o feitio e a menina Antonieta dava-nos a quantidade de tecido a comprar, o fecho, botões e forro, se fosse preciso. Depois, íamos a sua casa experimentar, era a prova; só ao fim de alguns dias ficava pronta.
A menina Antonieta trouxe ferros de engomar antigos, daqueles a carvão. Pois, esquecemo-nos como era a vida antes de haver electricidades, agora é tudo mais simples.
Mostrou-nos algumas fotografias de vestidos de noive e de batizado que fez, alguns com já 60 anos!
Trazia pedaços de tecido para mostrar como se faziam alguns pontos e algumas das meninas experimentaram.
A menina Antonieta a mostrar algumas peças e as crianças dos Panascos.
Algumas peças e objectos.
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